Ciência e Sociedade
Notícias

Pela primeira vez, cientista do CISM e INPD ganha Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP

Pela primeira vez, cientista do CISM e INPD ganha Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP 328 308 INPD Cism

Entramos no mês de fevereiro celebrando o auxílio luxuoso do Programa Jovem Pesquisador da FAPESP, para o projeto “Abordagens genéticas e epigenéticas como modelos preditivos em transtornos mentais”, sob a batuta de Marcos Santoro.

A modalidade do programa, que se destina a apoiar iniciativas que favoreçam a organização de novos núcleos, além da descentralização do sistema estadual de pesquisa, ainda tem a finalidade de atrair, em condições competitivas internacionalmente, jovens cientistas com experiência fora do país demonstrada em pesquisa após a conclusão do doutorado. Como é o caso de Santoro, também atual professor Adjunto da Disciplina de Biologia Molecular da UNIFESP.

Durante o pós-doutorado, ele atuou como pesquisador visitante no Broad Institute of Harvard and MIT e no Massachusetts General Hospital, investigando novas abordagens para aplicar o escore poligênico de risco em populações miscigenadas. Santoro conta que ali aconteceu o start para a proposta de estudo gratificada, que está divida em três módulos: genômico, epigenômico e integração dos dados. E faz questão de ressaltar: “esse projeto inovador só será possível graças ao desenho da coorte e os mais de 10 anos de coleta de dados de toda a equipe multidisciplinar”.

O primeiro módulo do estudo consiste na expansão do risco genético aprimorando a ferramenta para a amostra brasileira. Através do dado genético ou de todo o genoma do indivíduo, será possível obter uma diferenciação dos sujeitos com maior e menor risco para o transtorno psiquiátrico. Segundo o professor, algumas áreas clínicas nos Estados Unidos já estão começando a usar essa ferramenta de predição de forma complementar para doenças como a cardiovascular e o câncer, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido até a aplicação em doenças psiquiátricas.

No módulo epigenômico, o objetivo está em ampliar essa predição para além do escore poligênico que é estático (o mesmo em toda a vida do indivíduo), perseguindo escores e predições biológicas mais dinâmicas e longitudinais, e que consigam se complementar ao escore poligênico. Pretende-se extrair o microRNA de dentro de pequenas vesículas do sangue e que podem ter vindo do cérebro e, em seguida, relacionar a expressão destes microRNAs em quatro pontos de tempos com o risco do indivíduo de ter a doença psiquiátrica.

“No módulo integrativo, vamos olhar para os indivíduos considerando risco genético e epigenético juntos para compreender melhor porque alguns indivíduos seguem o curso da doença e outros não”, explica o jovem cientista.

Já no módulo integrativo será levado em consideração o sujeito com alto risco genético e com alto risco de microRNAs ao longo do tempo, visando alcançar uma calculadora que determine quando o indivíduo estiver próximo de converter para o curso da doença psiquiátrica.

Dada a ótima notícia, podem jogar confete.

Parabéns, professor Santoro, estamos orgulhosos pelo abre alas e entusiasmados para acompanhar essa jornada!


Da Redação.