As visitas aconteceram em seis Unidades Básicas de Saúde – todas estão inclusas na etapa atual de implementação do projeto
A equipe do CONEMO realizou visitas de acompanhamento a seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo, nos últimos dias 15, 20 e 26. O objetivo da ação foi verificar o andamento do processo de implementação do projeto nas unidades, visando reforçar o trabalho conjunto com os profissionais da saúde e garantir o bom funcionamento do serviço à comunidade.
As visitas foram conduzidas pela Professora Heloísa Garcia Claro Fernandes, líder de pesquisa da fase 1 do CONEMO, e pela psicóloga Beatriz Gualandi, assistente de pesquisa do projeto, e aconteceram nas unidades Nova Jaguariúna, Florianópolis e 12 de Setembro, em Jaguariúna, e Jardim Brasil, João Pioli e Campo Bonito, em Indaiatuba.
O CONEMO é uma intervenção de saúde mental baseada em um aplicativo que utiliza técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com o objetivo de melhorar sintomas de ansiedade e depressão. O projeto foi implementado nessas Unidades Básicas de Saúde de Jaguariúna em janeiro e nas três UBSs de Indaiatuba no mês seguinte.
A implementação vem sendo feita de maneira gradual. A meta é que, em breve, o serviço seja expandido para todas as UBSs de ambos os municípios. Antes desta etapa, a equipe do CONEMO realizou treinamentos com os profissionais de saúde de todas as unidades – confira. As novas visitas dão sequência ao acompanhamento dos pesquisadores às unidades de implementação.
Realizado pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), em parceria com a Secretaria de Saúde das duas cidades, o Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), o projeto passa por um aprimoramento contínuo de sua tecnologia – melhoria que é construída coletivamente, contando com as contribuições dos profissionais de saúde e feedback dos usuários.
A psicóloga Beatriz Atti, assistente de pesquisa do CONEMO, explica que esse acompanhamento junto aos municípios é fundamental para o andamento do processo de implementação, pois favorece o alinhamento entre as partes envolvidas, a identificação de necessidades ao longo do percurso e a construção conjunta de soluções adequadas.
“As visitas permitiram compreender melhor o andamento da implementação e obter um feedback estruturado das equipes envolvidas, além da criação de novas estratégias para o andamento do projeto”, comenta a psicóloga. Esse trabalho lado a lado contribui para que a implementação do CONEMO ocorra de forma estruturada, considerando as particularidades e demandas de cada realidade”, acrescenta a assistente de pesquisa.
A pesquisadora Heloísa, uma das responsáveis pelo projeto, reforça que as visitas apoiam as ações do Comitê Gestor da Pesquisa – CGP, que, por meio de reuniões predominantemente online, realiza o aprimoramento da intervenção de forma participativa e busca lidar com possíveis barreiras para a implementação.
“As reuniões do CGP são facilitadas por Beatriz Atti e Alice Xavier com participação de usuários, gestores e profissionais da rede, e essa construção participativa é o coração da ciência da implementação. Nesses espaços a gente consegue entender o que precisa alinhar, modificar e calibrar para que o CONEMO contribua de fato para o cuidado no território. As visitas são uma forma de cuidar do vínculo com as unidades e ver, ao vivo, o uso do CONEMO na rotina e no cuidado dos usuários”, ressalta.

As seis UBSs visitadas fazem parte da etapa atual de implementação do CONEMO (Foto: Arquivo pessoal)
O projeto
O CONEMO oferece jornadas de sessões e vídeos voltados à redução dos sintomas de ansiedade e depressão e sugere atividades prazerosas, dicas e estratégias para melhorar a saúde mental dos usuários. O projeto é conduzido por psicólogos, psiquiatras e pesquisadores com experiência em estudos científicos e intervenções do tipo.
A equipe aborda o contexto de saúde e sociodemográfico dos pacientes, faz análises estatísticas e coleta dados qualitativos para avaliar a eficácia do tratamento. A evolução dos participantes é acompanhada de perto pelos integrantes do projeto.
Usuários que sejam da área de abrangência das seis UBSs devem se dirigir à unidade mais próxima para escanear o QRCode ou acessar o link do app. É necessário preencher um formulário online e responder a questionários que verificarão os parâmetros exigidos. Caso esteja tudo certo, um botão para download do app é disponibilizado. Os pacientes também poderão ser indicados pelos profissionais das UBSs para o uso do app.
A participação é gratuita e podem ser incluídos no projeto pacientes cadastrados nas seis Unidades Básicas de Saúde que atendam aos seguintes critérios:
– Ter 18 anos ou mais;
– Possuir sintomas significativos de depressão e ansiedade (identificados por meio de formulário disponível no aplicativo);
– Não possuir risco de suicídio moderado ou alto (identificado por meio de formulário disponível no aplicativo);
– Estar apto a ler as instruções do aplicativo em um smartphone ou tablet.
28 de maio de 2026
Institucional CISM


