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Profissionais das UBSs de Indaiatuba e Jaguariúna recebem treinamento para a implementação do projeto CONEMO

Profissionais das UBSs de Indaiatuba e Jaguariúna recebem treinamento para a implementação do projeto CONEMO 1600 737 INPD Cism

Equipes de seis unidades de saúde receberam orientações dos pesquisadores do projeto para o uso do aplicativo que será oferecido aos usuários de seis unidades

Pesquisadores do CONEMO realizaram, no mês passado, um treinamento com profissionais da saúde dos municípios de Indaiatuba e Jaguariúna, no interior de São Paulo, para a implementação do projeto em seis unidades básicas de saúde – três em cada uma das cidades. Em breve, o aplicativo que visa melhorar sintomas de ansiedade e depressão passará a ser oferecido aos usuários das seis UBSs que receberam a capacitação. 

Nos treinamentos, enfermeiros e outros profissionais da saúde acompanharam as melhorias realizadas no sistema do app, as novas funcionalidades e ainda checaram como ficou a versão atualizada do painel de monitoramento – recurso que utilizarão para acompanhar a evolução dos usuários nas jornadas terapêuticas disponibilizadas pelo app. 

Em Indaiatuba, a capacitação aconteceu nas UBSs Jardim Brasil, Campo Bonito e João Pioli. Já em Jaguariúna, ocorreu nas unidades 12 de Setembro, Florianópolis e Nova Jaguariúna. Essas serão as 6 UBSs nas quais o CONEMO será implementado. 

Os treinamentos foram realizados pelas psicólogas Beatriz Atti, Beatriz Gualandi e Laís Machado, assistentes de pesquisa do projeto, e ainda contaram com a participação de Andréa Muller Haas, docente de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e responsável pela interlocução com a rede de saúde pública, e de Vanessa Cabrelon, gestora acadêmica do curso de Psicologia do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ).  

Durante a capacitação, os grupos também puderam testar a ferramenta na prática e esclarecer dúvidas sobre o seu funcionamento. A enfermeira Iracy Menezes, coordenadora administrativa da UBS Jardim Brasil, destaca que as equipes aprenderam como vai funcionar todo o segmento do programa nas unidades e estão engajadas com o projeto.  

“A gente pôde ver como a plataforma está depois das mudanças, como vai ser feito esse acompanhamento dentro do serviço e como podemos acolher a população e ajudar principalmente aqueles que mais precisam. Será um grande apoio para a saúde mental. A gente sabe que [os casos] de saúde mental chegam bastante ao serviço, mas ainda temos uma demanda represada muito grande e vai ser muito importante ter múltiplas ferramentas para poder ajudar os pacientes”, fala a coordenadora administrativa da UBS Jardim Brasil. 

O treinamento foi a última etapa antes da nova fase de implementação do CONEMO. “O aplicativo, que conta com jornadas de técnicas baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), passa por um aprimoramento contínuo de sua tecnologia. As melhorias são construídas coletivamente, envolvendo os pesquisadores do projeto, profissionais das UBSs e os próprios usuários”, destaca a psicóloga Beatriz Atti. 

Em breve, nesta fase inicial do processo de implementação, a intervenção digital de saúde mental será oferecida aos usuários das seis UBSs que receberam o treinamento. A meta é que, no futuro, o serviço seja expandido a todas as UBSs dos dois municípios.

O treinamento foi conduzido por três assistentes de pesquisa do CONEMO (Foto: Arquivo pessoal)

O projeto CONEMO

O projeto é desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) e conta com parceria das secretarias municipais de saúde de ambas as cidades, do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ). 

O CONEMO é um aplicativo de celular que propõe técnicas baseadas na terapia cognitivo-comportamental para reduzir sintomas de ansiedade e depressão. A ferramenta oferece jornadas de sessões e vídeos voltados à redução desses dois sintomas e sugere atividades prazerosas, dicas e estratégias que visam melhorar a saúde dos usuários. 

Os participantes serão, ainda, acompanhados por um Chatbot, via WhatsApp, que monitora o engajamento e oferece suporte quando há interrupções das atividades ou dúvidas. 

O projeto é conduzido por psicólogos, psiquiatras e pesquisadores com experiência em estudos do tipo. A equipe aborda o contexto de saúde e sociodemográfico dos pacientes, faz análises estatísticas e coleta dados qualitativos, por meio de entrevistas, para avaliar a eficácia do tratamento. A evolução dos usuários é acompanhada de perto pelos integrantes do projeto.

22 de janeiro de 2026

Institucional CISM