Pesquisa
Avanço das Pesquisas
Projeto Conexão Mentes do Futuro
O projeto “Conexão Mentes do Futuro” ajuda a REVOLUCIONAR a pesquisa em saúde mental no mundo.
– COMO?
Há uma década e meia, o projeto possibilita que cientistas de diversos países façam novas descobertas na área. Graças aos participantes, o projeto:
- Acompanha 2.500 crianças e adolescentes em São Paulo e Porto Alegre;
- Amplia o conhecimento sobre a genética e a estrutura do cérebro humano;
- Criou um banco de dados com centenas de milhares de variáveis para análise, proporcionando descobertas inéditas sobre as origens dos transtornos mentais;
- Publicou aproximadamente 160 artigos em revistas médicas internacionais, disseminando aprendizados em saúde mental pelo planeta.
– PARA QUÊ?
Cada questionário que os participantes respondem ou exame que realizam, ajuda os pesquisadores a:
- Elaborar uma estratégia de prevenção contra o surgimento de transtornos mentais;
- Avançar no conhecimento da ciência em saúde mental para que cientistas e médicos desenvolvam formas mais eficazes de tratamento para os transtornos;
- Gerar produtos e programas de inovação, em parcerias com universidades e setores públicos e privados a fim de transferir soluções à sociedade.
Com isso, a vida das pessoas que mais precisam de cuidados pode ser melhorada!
– FAZENDO A DIFERENÇA NA SOCIEDADE
O projeto “Conexão Mentes do Futuro” é um dos mais importantes estudos sobre o desenvolvimento do cérebro em todo o mundo. Pesquisadores e participantes seguem lado a lado visando melhorar a saúde mental e a vida das pessoas.
Confira, a seguir, algumas das principais descobertas que o projeto alcançou sobre como a genética, o desenvolvimento do cérebro e as condições sociais impactam na origem dos transtornos mentais.
– Problemas de saúde mental precoces impactam negativamente o desempenho educacional, incluindo abandono escolar, repetência, níveis mais baixos de alfabetização e envolvimento em bullying. Prevenir ou tratar os problemas diminui o risco de desempenho escolar negativo;
– Crianças e adolescentes com transtornos mentais têm mais risco de desenvolverem vício em jogos online. Monitorar as horas e o tipo de jogo, além de mudanças no comportamento, ajuda a identificar o problema;
– 81% das crianças com transtornos mentais não recebem tratamento de saúde mental. Crianças de raça parda têm mais chances de não ter suas necessidades de tratamento atendidas. Estratégias para melhorar o acesso aos serviços de saúde pelas crianças com transtornos mentais devem ser abordadas;
– Estudo identificou 697 variantes e 308 genes associados à depressão. Ao avançar na compreensão da depressão, destacamos opções de troca de medicamentos para o alcance de tratamentos mais eficazes;
– Criamos um gráfico interativo para estabelecer padrões de características do cérebro a partir de dados de ressonância magnética. Os gráficos cerebrais identificaram marcos que fornecem uma medida padronizada da estrutura cerebral e revelam padrões de variação que ocorrem em casos de transtornos neurológicos e psiquiátricos;
– Transtornos emocionais, de hiperatividade e de conduta influenciam a construção de amizades em crianças e adolescentes. Adotar ações para melhorar a vida social na infância e adolescência tem efeitos mais fortes se forem direcionadas ao tratamento desses sintomas em crianças socialmente isoladas e com conexões sociais frágeis;
– Crianças com atributos positivos (como ser prestativo e ter boa disposição) são menos propensas a enfrentar dificuldades de aprendizado e desempenho escolar ruim, mesmo quando possuem inteligência mais baixa ou sintomas psiquiátricos elevados.
*O projeto “Conexão Mentes do Futuro”, também chamado de “Coorte Brasileira de Alto Risco para Transtornos Mentais” – Brazilian High Risk Cohort (BHRC), é ligado ao Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM).

