
Esquizofrenia e Transtorno Afetivo Bipolar: identificação de estado mental de risco (EMR), caracterização de endofenótipos e impacto de intervenções para prevençãoResponsável:
Rodrigo A. Bressan, MD, PhD
Colaboradores Internacionais:
Philip McGuire, MD, PhD, Gerome Breen, PhD
Colaboradores:
Tais Moriyama, MD, Ary Gadelha Araripe, MD, Isabel A. Bordin, MD, PhD
Resumo
A esquizofrenia e o transtorno afetivo bipolar (TAB) estão entre as dez doenças que causam maior prejuízo funcional e incapacidade produtiva, pois têm evolução crônica e um curso deteriorante.
Os indivíduos apresentam alterações progressivas no neurodesenvolvimento mesmo antes da ocorrência da patologia. Atualmente o desafio é identificar indivíduos que estão em num estado mental de risco (EMR) para desenvolver estas patologias. Nestes existem evidências de que as intervenções precoces nessa fase prodrômica podem evitar o desenvolvimento destas doencas mentais graves.
Objetivo:
1) Identificar crianças e adolescentes em EMR para esquizofrenia e TAB e comparar o perfil de funcionamento cognitivo, genotípico, e de neuroimagem estrutural com portadores de esquizofrenia, de TAB e controles saudáveis pareados.
2) Identificar endofenótipos dos indivíduos em EMR que possam predizer o desfecho TAB e o desfecho esquizofrenia ao longo de 3 anos.
3) Testar a eficácia de uma estratégia de intervenção psico-social para crianças e adolescentes em EMR para esquizofrenia e TAB na prevenção transtornos mentais graves.
Métodos: Crianças e adolescentes em EMR para esquizofrenia e TAB serão recrutadas a partir do estudo epidemiológico para os seguintes estudos: 1) estudo caso-controle comparando os grupos de EMR (esquizofrenia e TAB) e grupo controle para investigação de endofenótipos, incluindo aspectos clínicos, marcadores genéticos (polimorfismos de risco na COMT, BDNF e DTNBP1), déficts neuropsicológicos (memória de trabalho e função executiva) e neuroimagem (alterações volumétricas em substância cinzenta e conectividade de substância branca) que possam predizer porque estes indivíduos desenvolverão esquizofrenia ou TAB; 2) ensaio clínico randomizado comparando intervenção psicosocial com o seguimento regular. Este estudo auxiliará o entendimento do desenvolvimento dos transtornos psiquiátricos, direcionando a psiquiatria para medidas de prevenção.



















