Desenvolvendo estratégias adaptativas de tratamento de crianças e adolescentes com transtornos psiquiátricos no contexto da saúde pública: a “medicina em prática”

Investigador Principal:
Eurípedes C. Miguel²

Consultor Internacional:
John March¹

Consultores Nacionais:
Gisele Gus Manfro³, Marcos Mercadante², Luiz Augusto Rohde³,

Equipe de Pesquisa: Giovanni Abrahão Salum Júnior³, Pedro Gomes de Alvarenga², Carolina Blaya³, Christian Kieling³, Aline Sampaio², Priscila Chacon2,

¹ Duke Clinical Reseach Institute

² Universidade de São Paulo

³ Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Colaboradores: Albina Torres (UNESP), Ygor Ferrão (Universidade Metodista, RS), Katia Petribu (UFPE), Maria Conceição Rosário (UNIFESP), Leonardo Fontenelle (UFRJ), Aristides Cordioli (UFRGS), Alice de Mathis (FMUSP), Roseli Shavitt (FMUSP)

Resumo

Decisões seqüenciais são essenciais para lidar com os efeitos não desejáveis de um tratamento, com a variabilidade do curso da doença e com os árduos efeitos-colaterais associados ao uso em longo prazo de um fármaco.

As Adaptive Treatment Strategies (ATS ) ou, estratégias adaptativas de tratamento são um grupo de decisões para tratamento de pacientes baseadas na resposta ao tratamento atual e passado com o objetivo de otimizar a resposta clínica considerando o contexto clínico daquele paciente naquele momento. Os Sequential Multiple Assignment Randomized Trials (SMART s) são desenhos experimentais especificamente construídos com o propósito de desenvolver e construir evidências baseadas em estratégias adaptativas de tratamento.

O objetivo geral desse projeto é determinar quais os tratamentos ou combinação de tratamentos com de maior eficácia terapêutica para crianças/adolescentes, dentro de um contexto de saúde pública no Brasil.

Três são os principais objetivos específicos desse projeto:

(1) desenvolver um Workshop específico para cada transtorno (etapa 1) para desenhar a ATS adequada para cada transtorno psiquiátrico na infância/adolescência, agrupando consultores, experts em ensaios clínicos, em avaliação, manejo e estudos SMART s, incluindo pesquisadores que representam os principais grupos de pesquisa nessa área;

(2) progredir para próxima etapa com o projeto específico SMART-TOC, com o objetivo de estabelecer uma logística ótima para esse tipo de estudo no nosso país com o Projeto Piloto do SMART-TOC (etapa 2), no qual será testado, revisado e finalizado o protocolo SMART-TOC, incluindo a demonstração de exeqüibilidade e conduzir então o Projeto de Desenvolvimento SMART-TOC (etapa3), o SMART propriamente dito, em formato de ensaio clínico randomizado sequencial, para esse transtorno específico;

(3) estender o conhecimento logístico do SMART-TOC para os demais projetos específicos com o intuito de estimar melhor a ATS para os principais transtornos psiquiátricos na infância/adolescência. A idéia do projeto é de que os protocolos SMART s possam contribuir para o planejamento da saúde pública baseada em evidência nos problemas mais comuns em psiquiatria.



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