Histórico

O Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes – INPD, que desde 2009 executa a missão de gerar conhecimento e formar recursos humanos em saúde mental infantil e adolescente a partir da psiquiatria do desenvolvimento, foi o responsável por inserir o Brasil na lista dos 20 países que mais produzem nesta área da psiquiatria. Antes do INPD, o país não fazia parte da lista. Em 2013, no entanto, já ocupava o 13º lugar.

Para alcançar tal resultado, o INPD criou um novo paradigma para pesquisa, que está baseado em evidências que relacionam os transtornos mentais a alterações no desenvolvimento cerebral. Com base nessa ideia, é possível identificar indivíduos em risco antes que qualquer doença psíquica consiga se instalar e, se necessário, realizar intervenções precoces (inclusive durante o período intrauterino) com potencial para curar ou atenuar seu desenvolvimento.

As iniciativas do INPD, que dá grande ênfase à especialização de profissionais, são trabalhadas em quatro áreas de atuação: pesquisas, inclusive em âmbito internacional, alinhando-se ao que há de mais inovador na área de saúde mental; formação de recursos humanos; transferência de conhecimento para a sociedade; e desenvolvimento de recursos de telemedicina. Com projetos inéditos no Brasil e considerados precursores no cenário mundial, como a Coorte de Alto Risco para Transtornos Psiquiátricos, que é um dos estudos com maior tamanho amostral de crianças no mundo, o instituto lança a perspectiva de que médicos e pesquisadores podem desenvolver e implantar intervenções efetivas que consigam reduzir o impacto dos transtornos mentais no Brasil.

Em 2015, o INPD inicia uma nova fase. Mas, para ampliar o conhecimento em saúde mental na infância e adolescência no Brasil, mantém dois de seus maiores e mais ambiciosos projetos: a Coorte de Alto Risco para Transtornos Psiquiátricos, que busca entender como o ambiente e os genes afetam o desenvolvimento do cérebro na adolescência e na vida adulta, e a Coorte de Nascimento Butantã, que investiga o desenvolvimento cognitivo, da alfabetização e de psicopatologia na idade pré-escolar e nos primeiros anos de vida estudantil.

A fim de impactar diretamente – e positivamente – o cenário mundial de saúde mental, o INPD II criou algumas frentes de trabalho: o Programa de Visitas Domiciliares a Jovens Gestantes, um ensaio clínico randomizado que pretende testar a efetividade de um esquema intensivo de visitas domiciliares de enfermeiras a jovens com menos de 20 anos e que estão grávidas pela primeira vez; o Centro de Dados e Integração em Pesquisa, uma plataforma para centralização de dados e compartilhamento de informações; o Programa Internacional de Pós-Graduação Especial Tripartite em Neurociência Translacional do Desenvolvimento, para atrair estudantes brasileiros e estrangeiros que buscam título de doutorado; e um programa de certificação em saúde mental infantil para profissionais que trabalham no sistema público de saúde.

O INPD – instituto formado pela Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e outras dez instituições de ensino superior nacionais e internacionais – é um dos 122 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia criados pelo CNPq com o objetivo de mobilizar e articular em rede os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país.