Pesquisa

Por meio de seus projetos, o INPD estuda o neurodesenvolvimento no contexto do campo emergente da neurociência populacional – a fim de integrar a investigação das neurociências com métodos de amostragem da epidemiologia e entender diferenças individuais relacionadas aos transtornos mentais – e transforma os resultados alcançados com base em evidências, com relevância clínica e social, em modelos que podem ser empregados por agências governamentais ou diferentes segmentos da sociedade.

 

1. Coorte de Alto Risco para Transtornos Psiquiátricos

A Coorte de Alto Risco pretende melhorar o entendimento de como o ambiente e os genes afetam o desenvolvimento do cérebro e seus correlatos comportamentais, emocionais e de aprendizagem na adolescência e vida adulta. Com estudo que usa um desenho longitudinal acelerado com coortes, crianças e jovens de 12 e 20 anos – idades nas quais a maioria dos transtornos psiquiátricos estão estabelecidos – serão analisados por meio de questionários preparados para oferecer uma boa descrição dos fenótipos ambiental e comportamental e, no nível neurocientífico, técnicas de imagem cerebral e de genética e biologia molecular para investigar fatores de riscos e diferentes níveis de fenótipos.

O estudo teve início em 2011, durante a primeira fase do INPD, quando 2.512 crianças de 6 e 14 anos foram avaliadas. Três anos mais tarde, foram reavaliadas (aos 9 e 17 anos). E em 2017, na segunda fase do INPD, quando os jovens tiverem 12 e 20 anos, é que serão submetidos à nova avaliação, completando seis anos de seguimento.

Como nas fases anteriores, esta avaliação será dividida em três etapas: entrevistas com os pais dos adolescentes; entrevistas e testagens cognitivas com os adolescentes e os jovens adultos; coleta de exames de neuroimagem, saliva e sangue. Dessa forma, estima-se conseguir modelos preditivos que incorporem fatores de risco precoces e os desfechos tardios.

Com base nos resultados anteriores – que tornam a Coorte de Alto risco um dos projetos mais ambiciosos já realizados na psiquiatria brasileira, foram coletados os seguintes desfechos: o fenoma comportamental (e.g., transtornos psiquiátricos, temperamento, testes neurocognitivos, bem-estar) e o fenoma cerebral – ou o conectoma (estrutura e funcionamento do cérebro). Também foi possível investigar os fatores de risco e sua complexa interação: genoma e epigenoma (i.e., variações de genes, padrões de metilação e proteínas) e o ambientoma (e.g., pobreza, conflito familiar, bullying escolar, uso de serviços e utilities).

 

2. Coorte de Nascimento do Butantã

A Coorte de Nascimento do Butantã investiga o desenvolvimento cognitivo, da alfabetização e de psicopatologia na idade pré-escolar e nos primeiros anos da vida escolar – períodos que dão indícios de como serão a saúde mental e o bem-estar dos indivíduos nas idades subsequentes. Para atender tal objetivo, a coorte pretende reavaliar na idade pré-escolar, aos seis anos de vida, as crianças que acompanhou desde o período intrauterino até os 24 meses de idade.

O projeto faz parte da primeira fase no INPD, na qual a coorte recrutou, entre 2010 e 2012, 900 mulheres de uma comunidade urbana de alto risco na cidade de São Paulo, que estavam com 26 a 34 semanas de gestação, para fazer avaliações amplas do ambiente psicossocial, de neurodesenvolvimento e de fenótipos comportamentais nos bebês aos 2, 6, 9, 12 e 18 meses.

No INPD II, a Coorte de Nascimento do Butantã irá analisar novamente essas crianças quando elas completarem seis anos de idade, entre 2016 e 2018, submetendo-as a testes computadorizados, neuropsicológicos, de desempenho em leitura e matemática, entrevistas diagnósticas psiquiátricas e medidas do ambiente escolar e familiar.

Com o resultado de cada fase do estudo em mãos, será possível, por exemplo, identificar o quanto a estimulação, o suporte familiar ou a violência doméstica aos quais as crianças são submetidas dos 18 aos 24 meses de idade anunciam como será seu desenvolvimento cognitivo e psicopatológico aos 5 anos.

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Os especialistas Charles Nelson, da Harvard Medical School, James Leckman, da Yale University, e Terrie Moffit e Ashvalom Caspi, da Duke University, colaboram com o estudo.

 

3.Programa de Visitas Domiciliares a Jovens Gestantes

Trata-se um ensaio clínico randomizado que pretende testar a efetividade de um programa intensivo de visitas domiciliares de enfermeiras a jovens com menos de 20 anos e que estão grávidas pela primeira vez. O objetivo é comparar o grupo com outro que receberá apenas os cuidados usuais da gestação até os dois anos de vida da criança e, dessa forma, identificar marcadores neurobiológicos dos estímulos ambientais e sociais positivos.

Para investigar o efeito da intervenção, a partir da 16-22 semana de gestação, 200 gestantes receberão visitas quinzenais ou mensais de uma enfermeira treinada – que será supervisionada pelos idealizadores do programa – até seus filhos completarem o segundo ano de idade. Com enfoque na saúde materna e infantil, neurodesenvolvimento infantil, cuidado parental e suporte social. O estudo quer descobrir se a intervenção é capaz de ajudar a reduzir taxas de complicações obstétricas, nascimentos prematuros e se pode promover o desenvolvimento de linguagem durante os primeiros dois anos de vida em comparação aos cuidados usuais, por exemplo.

Sem saber qual grupo estão analisando, avaliadores independentes apontarão suas observações sobre a saúde materna geral e mental, desfechos do nascimento, saúde e neurodesenvolvimento da criança, cuidado parental e suporte social. No que diz respeito ao nível biológico, serão investigados erosão e o comprimento dos telômeros, níveis de cortisol do cabelo da mãe, metaboloma placentário (materno e fetal), padrões de metilação do DNA do sangue de cordão, sincronização e organização neuronal. As avaliações de desfecho ocorrerão na trigésima semana gestacional, durante o parto e nascimento e aos 2, 6, 9, 12, 18 e 24 meses de vida.

Colaboram com esse estudo, para aprofundamento das complexas análises especialistas Charles Nelson, da Harvard Medical School, James Leckman, da Yale University, e Terrie Moffit e Ashvalom Caspi, da Duke University. Programas como esse, que foi inspirado por iniciativas como o Nurse Family Partnership e Minding the Baby, se mostraram eficazes em promover saúde e bem-estar materno e infantil.

 

4. Centro de Dados e Integração em Pesquisa

A função do Centro de Dados e Integração em Pesquisa é oferecer aos pesquisadores do INPD uma estrutura eficiente para centralização de dados e compartilhamento de informações atendendo à complexidade exigida pela ciência de grande volume – “big data” (e.g. genética, cognição e neuroimagem).

Para garantir o armazenamento, a integridade e permitir a manipulação material, uma plataforma mais eficiente será utilizada, os dados serão mapeados e todos os projetos terão o fluxo de trabalho padronizado. E para que as pesquisam estejam disponíveis para consulta de profissionais do instituto e pesquisadores de todo o mundo, um ambiente de trabalho para o uso do banco de dados será providenciado.

A iniciativa facilita o trabalho dos pesquisadores do INPD, além de expandir os resultados das pesquisas, que já têm alcance internacional. Recentemente, o estudo que integra informações genéticas e de neuroimagem da Coorte de Alto Risco, que investigou uma série de determinantes genéticos e estruturas cerebrais, e de outra coorte de neurodesenvolvimento (Philadelphia Neurodevelopmental Cohort), já mostraram resultados em trabalhos desta forma. Com o Centro de Dados e Integração em Pesquisa esse tipo de colaboração será mais frequente.

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