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Seus filhos estão estressados demais com os resultados na escola?

25/08/2021

Por Fernando Shayer*

Quem viu a skatista Rayssa Leal dançando nas Olimpíadas de Tóquio assistiu uma estudante de 13 anos relaxada diante de bilhões de espectadores, em um dos momentos mais importantes da sua carreira e do esporte olímpico.
Ela fez mais do que ganhar a medalha de prata: a jovem atleta se divertiu. Oposto da experiência da ginasta norte-americana Simone Biles, que, segundo ela, desistiu de participar do torneio por estar muito estressada e porque o amor que sente pelo esporte foi substituído pela obrigação de satisfazer os outros.

E os seus filhos? Você já parou para pensar sobre o nível de pressão a que estão sujeitos na escola, e como isso afeta seu presente e seu futuro?
Se eles tivessem o microfone da Simone Biles, será que diriam “não tenho nenhum prazer na escola e estudo exclusivamente porque tenho medo de não atender as expectativas de vocês e dos meus professores”? Se sim, a saúde mental deles e a aprendizagem estão em risco.

Parte do papel da escola é preparar para o futuro, o que inclui ensinar a lidar com o estresse. Mas como, e em que medida? Pesquisas acadêmicas indicam que jovens que atuam sob intenso medo de falhar (conhecido literatura técnica como fear of failure) têm experiências cognitivas, emocionais e comportamentais negativas, que podem resultar em preocupação, ansiedade, depressão, desordem alimentar e abuso de drogas.

Os estudos também sugerem que os alunos aprendem mais quando se sentem seguros emocionalmente, são valorizados pelas suas potências e não percebem uma ameaça de serem humilhados ou excluídos ao errar.

A jornada deixa de ser de aprendizagem quando a mente está preocupada em manter vivo um personagem infalível, que depende do sucesso contínuo para pertencer. Rayssa Leal chamou a atenção positivamente ao mostrar como a mente dela estava curiosa e mais voltada para a experiência de aprendizagem do que preocupada com o resultado final.

Leia na íntegra: exame.com