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A Relação entre Automutilação e Suicídio em Adolescentes e Jovens Adultos

19/09/2022

Um grupo internacional de cientistas, incluindo pesquisadores do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes (INPD), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Harvard, publicou um estudo que aborda a Relação entre a Automutilação e o Suicídio em Adolescentes e Adultos Jovens. A automutilação, mais especificamente a autolesão sem intenção suicida, é comum em jovens e sua apresentação nessa população varia em gravidade, frequência e transtornos mentais associados.

Nesse artigo, publicado em agosto no periódico Psychiatric Annals, os pesquisadores têm como foco os clínicos que atendem essa população de jovens. As principais funções psicológicas da automutilação e do comportamento suicida, seus fatores de risco e um guia de como intervir de forma precoce estão compilados de forma didática para os profissionais da linha frente. “A literatura científica nos mostra que a janela de intervenção é curta. Em média, os adolescentes migram de pensamentos sobre automutilação e sobre suicídio para comportamento automutilatório e tentativas de suicídio em intervalos curtos como de 6 a 12 meses. É muito importante que nós clínicos nos atentemos a fatores de risco, como bullying, isolamento social, uso de substâncias, exposição a esse comportamento nos seus pares e presença de outros transtornos mentais, a fim de intervir precocemente e prevenir desfechos negativos” explicam os pesquisadores Marcelo Brañas e Marcos Croci do Instituto de Psiquiatria da USP.

Link para o artigo: https://doi.org/10.3928/00485713-20220715-01